quinta-feira, 31 de março de 2011

Trascrições off-line México II


Muito bem, como ainda estou sem internet franca e irrestrita, estou fazendo transcriçoes off-line, que se bem que ando meio enjoada de escrever sabe... de qq forma, aí vao os últimos acontecimentos...

No manches! 

Pois bem... este é o meu quinto dia em México. Estar fora de casa, especialmente em outro país, é uma experiência muito particular... estou gostando muito do que tenho vivido, apesar de muitas vezes me sentir extremamente limitada por causa da língua, e que isto nunca mais aconteça... bom, pelo menos meu próximo destino, a França, eu sei o razoável pra poder circular de forma mais segura pela cidade, mas estou me virando... bom, estou conhecendo muitos lugares bacanas, gostaria de levar o mundo comigo, mas acho que perderia a graça... porque é assim, é muito como o que acontece com quem é nativo, por exemplo, em muitos lugares eu ficava deslumbrada com as coisas, as cores, as formas, e as pessoas ficavam olhando pra minha cara, meio que se perguntando, o quê ela vê de mais nisso?? Rsrs... acontece isso comigo em Salvador, lugares que muitas pessoas viajam horas pra estar lá, é muitas vezes o meu itinerário pro trabalho... não que seja ruim, mas perdemos o valor das coisas que nos rodeiam.... bom, fora as visitas que eu vou tentar falar com mais calma qualquer hora dessas, o ruim de não se escrever logo é que se perde a magnitude do momento... e acabei esquecendo meu caderninho de anotações em casa, ia comprar um no aeroporto, mas desisti... bom, enfim... fora essa parte que é muito legal, pude descobrir outras coisas, por meio do Fili, marido da Rejane, minha amiga a qual eu vim visitar... vi três filmes de ontem pra hoje, dois deles franceses, e de uma sensibilidade que somente os filmes franceses podem te proporcionar... estou muito feliz por estas coisas manifestadas em mim estes dias... bom, sinto saudades de casa sim, da comida de mainha, mas a gente acaba que superando estas coisas... sinto falta dos amigos, e de outras pessoas igualmente especiais, bom, não sinto falta do trabalho... bom, isso nunca é novidade, mas preciso começar a refletir bem a respeito do que vou fazer quando chegar no Brasil... tenho muitas coisas pendentes pra resolver e ainda não sei.... bom, por enquanto é só... mais tarde vejo se consigo escrever mais...

México também é cultura...

Hoje eu conheci o Centro Nacional das Artes e o distrito de Coyacan, hoje eu encontrei meus primeiros motivos para querer pensar em morar por aqui, pelo menos por um momento da vida. Na realidade, e talvez isso não seja novidade, eu não sei se quero me estabelecer fixamente em um lugar específico no mundo não... eu penso em estar cada tempo em um lugar diferente, em uma cultura diferente, talvez vivendo e fazendo coisas diferentes... bom, esses são planos, mas quem sabe...  mas sim, voltando ao CNA, maravilhoso! Sinto falta desse tipo de coisa em Salvador, temos algumas coisas no MAM, talvez em Belas Artes da Ufba, mas ainda assim nada parecido... eu acho que nos falta muita cultura. Uma coisa que observei aqui é que as pessoas lêem muito, independente do que lêem, mas pelo menos fazem isso. Em toda esquina, toda rua, você pode encontrar uma banquinha que venda livros, no metrô 3 em cada 10 pessoas estão lendo na viagem, isso é uma média muito boa!! Isso sem contar os estudantes que às vezes estão resolvendo exercício, vendo apostilas, etc... aqui pode se encontrar cultura por toda a parte, nas estações de metrô sempre tem exposições itinerantes, monumentos a figuras importantes do México, grandes e pequenos artistas locais, a história do país está espalhada por todo o lado, e sim, eles são muito patriotas. Essas coisas me fascinam muito! Sim, na CNA existem cursos para as mais diversas esferas das artes; teatro,dança, pintura, cinema, literatura, fotografia, etc... não sei ao certo, mas os cursos são divididos em semestres, não sei como é a burocracia para estrangeiros poderem participar desse tipo de coisa, mas me interessou bastante passar uma temporada por aqui estudando alguma coisa ligada talvez a desenho, fotografia, literatura, musica (sim, havia esquecido! O centro de musica é uma coisa espetacular!) bom, mais planos... talvez em São Paulo eu encontre coisas assim...
Bom, fora esse deslumbramento, eu preciso decidir o que vou fazer com a arquitetura na minha vida... especificamente com o trabalhar com arquitetura em minha vida... não gosto do que faço; bom, a maioria das pessoas também não gostam do que fazem; e preciso fazer algo muito sério a esse respeito antes que eu acabe perdendo todo o respeito a minha vida... ó céus, porque algumas coisas são tão difíceis??
Mas tá... vamos ver o que acontece...

terça-feira, 29 de março de 2011

as primeiras horas


Então... estou no México! que coisa... minhas primeiras horas aqui foram bem legais... isso aqui é muito grande!!! Não é a toa que a Cidade do México é uma das maiores do mundo! Gente, que coisa... 

Mas então, cheguei, e de cara comecei a perceber como é ruim estar num lugar onde vc não consegue se comunicar com as pessoas, nem mesmo as perguntas mais banais... bom, mas também eu não estou tão ruim assim, já sei falar "gracias", e ontem especificamente eu falei tanto isso que eu já sei todas as entonações corretas, os trejeitos, e tudo mais, quem me ouve falando "gracias" por um ínfimo segundo pode até pensar que eu sou uma nativa das terras de língua castelhanas... rsrs... e nem o dicionário deu jeito... mas enfim, cheguei, passei pela imigração, fui detida para conferência da Autorização de Viagem, eu acho que esse recurso não é muito utilizado pelos turistas, tanto que o próprio pessoal deles não conhecem direito, ele até me perguntou quanto eu tinha pago por aquilo, nada! tirei na internet, pelo site deles! e ele me fez esperar numa sala separada onde tinha um guarda muito bem equipado e preparado, mas igualmente simpático, estava assistindo novela aí relaxei um pouco... demorou uns 5 minutinhos e lá vinha o distinto e sério mexicano da imigração que me atendeu dizendo que estava tudo ok e que eu poderia entrar... imagina se eu não pudesse, o quê que eu ia fazer???? bom, passei. Daí fui pegar minha mala naquelas esteiras e o primeiro choque cultural, aqui, aqueles carrinhos que a gente coloca a bagagem é pago, 10 pesos ou 1 dollar, não lembrava se tinha dollar trocado, mas peso eu sabia que tinha, dei uma nota e recebi uma moeda, fiquei desconfiada no começo, mas depois consegui enxergar que eram mesmo 10 pesos o valor da moedinha, uma graça, acho que nem vou gastar, vou ficar de recordação, já tenho algumas moedas americanas, preciso depois inclusive organizar essas coisas de dinheiro pra eu não ficar gastando demais sem a devida noção de valor e daqui a 10dias eu estar sem dinheiro nem pra voltar pra casa. Então, as malas demoraram a sair, e nossa, como demoraram... pra se ter uma idéia do que é isso, o avião aterrissou no aeroporto as 19:50h, horário local, coisa entre quase 23:00h no Brasil, só consegui pegar minhas coisas e sair pelo portão já 21:30h, e que sufoco até eu chegar nele... peguei minha malinha, e fui passar pela alfândega, esse sim foi um susto e tanto, porque é aquela coisa, quem não deve não teme, mas infelizmente eu devia, duas latas de goiabada, 9 caixas de caldo kinnor e 1 pacote de folha de louro, sem contar os pacotes de chocolate que eu comprei no freeshop. Fico imaginando o que teria acontecido se eu tivesse embarcado com aquelas carnes todas que Virgínia tinha pedido pra eu mandar pra ela... ai ai... Passou pelo detector de metais, mas o rapaz que fica exatamente na boca da saída pediu pra eu abrir a mala, minha gente pense num pânico... tanto foi que acabei perdendo o cadeado da mala, bom, dos males o menor... deixei ele olhar tudo, e as coisas que estavam escondidas eu fiz a "getileza" de tirar pra ele ver que eram "apenas" roupas... eles até acharam um pacote de caldo kinnor, fui explicar que era tempero, aí uma mocinha, que com certeza deve cozinhar, disse que aquilo não tinha problema e passei... nossa que aflição de vida... mas passei! e entrei finalmente no México City! Lemon estava me esperando bem feliz e sorridente lá fora, nossa, é muito confortante vc depois que quase 20h de viagem ver um rosto conhecido e que está muito feliz em te ver... foi um dos melhores momentos do dia, e olha que eu apenas cheguei... mas vamos lá... 
um breve intervalo para os comentários arquitetônicos: o aeroporto é uma estupidez de grande, meu deu, tudo era muito grande, muito alto, muito espaçoso, eu amei, mas achei meio desproporcional, aquele povo todo pequenininho pareciam mais formigas dentro daqueles grandes espaços, de uma arquitetura muito interessante, diga-se de passagem... até os guarda-corpos de muito bom gosto, e a entrada, ou o foyer, sei lá o que era aquilo, era estupidamente grande e bonito, pena não ter tirado fotos na hora, também de se esperar né?? depois dos processos todos pra chegar não era pra menos, e de qualquer forma, eu ainda não estou muito familiarizada com a minha mais nova aquisição eletrônica, a câmera é massa, mas preciso aprender a utilizar todos os recursos dela. 
Sim, pagamos o táxi e fomos pra casa, nota sobre os primeiros carros que vi aqui: cada carrão que minha gente... os táxis pelo menos... e tem umas marcas e modelos aqui que nunca tinha visto na vida, muito legal... logo quando saímos do aeroporto passamos por tipo um canal de esgoto, nossa, um cheiro tão forte e terrível que nunca tinha sentido na vida... terrivelmente ruim, passou um tempinho com aquele cheiro impregnado no carro, mas lá fomos nós... chegar a noite é estranho porque a gente não consegue ver direito as coisas, mas gostei do que vi, nada sobrenatural não, mas não lembra em nada Salvador...


Aí chegamos onde eles moram... é uma vilazinha de casas muito pequenina e igualmente bonitinha, uma graça, aqui moram em suas respectivas casinhas, um cubano, uma boliviana se não me engano, um mexicano claro e a brasileira, no caso minha amiga Rejane e eu  que apareci agora e sou uma moradora intinerante da casa dela e de todos os outros, aqui essa coisa de "mi casa, su casa" é sério, aí estou cheia de lugares, ó que legal... tudo muito bonitinho, colorido que chega dar uma felicidade! A foto aí de cima foi logo quando chegamos na vila, e estreando em grande estilo a minha câmera nova, tá vendo esse monte de agasalho? é, aqui faz frio! pra quem veio de Salvador, fazendo aquele mormaço característico, vai sim, sentir muito frio aqui, eu mesmo agora, é meio dia aqui mais ou menos, eu estou de calça, meias, echarpe de Mona e casaco, e muito mal acompanhada por uma tosse horrível, o ar condicionado do avião não me fez nem um pouco bem, estou praticamente sem voz, mas vou dar já já um jeito nisso, deixa eu passar pela primeira biboquinha que vou botar pra dentro logo uma dose das boas de tequila pra queimar essa frescura toda! hehehe...


e aí sim, cheguei... bati na porta dela, como o previsto, ela estava em casa estudando, na verdade Fili falou que um amigos deles iria passar na casa deles, por isso era pra arrumar a casa e fazer alguma coisa pra comer, quando ela abriu a porta pensou que era ele mas na verdade era eu! Assim, foi surpresa, ela já sabia que eu iria para o México por esses dias... ele não conseguiu guardar completamente o segredo dela, mesmo porque ele tinha que entrar em contato comigo e só poderia ser através dela... mas a data ele conseguiu guardar... ela esperava que eu chegasse no fim de semana ou na semana seguinte.... estranhei ela não ter tido um treco, teve, mas não foi tão escandalosa quanto costuma ser... mas ainda assim foi muito bom vê-la, e que saudade da minha pequena! Ela está quase uma mexicanazinha, já com o sotaque daqui e tudo mais... daí pra frente foi só alegria... 


tiramos várias fotinhas, com chapéu de mexicano, sem chapéu de mexicano, vimos televisão, nossa é tão estranho vc ouvir tudo em espanhol, sem contar que minha cabeça tá uma confusão, as pessoas me perguntam eu espanhol, eu respondo em português, mas me surpreendi algumas vezes respondendo em francês, pense uma loucura! Ah sim, demos uma voltinha rápida na rua, nas redondezas mesmo, pra comprar pão e uma tal de crema, que eles comem muito aqui. Assim, em cada esquina que você passa tem uma janela aberta, uma senhora nem sempre muito simpática, vendendo todo o tipo de comida que vc pode imaginar ou não nessa vida... fomos numa padaria, nossa, eu nunca vi na minha vida uma padaria tão maravilhosa como esta antes... pense que lá tinha pães de todos os tipos, formatos e sabores diferentes, poxa, acho que eram mais de 50 tipos diferentes, todos igualmente suculentos e apetitosos, um espetáculo! vou antes de ir embora, provar pelo menos 70% de tudo que vi lá, e sim, vou tirar uma foto pra colocar aqui...


bom, no mais foi isso, a água aqui é esquentada no aquecedor, tava quente! quase fiquei despelada, mas como é bom tomar banho eim... conversamos um pouco até muito tarde, vimos uns vídeos, fui apresentada a casinha e depois fomos dormir, eles pelo menos, porque eu desmaiei, também, depois de quase 72h ligadas direto, não era pra menos.... acordei até cedo, eles já tinham ido, fiquei impressionada comigo mesmo por não ter ouvido eles se arrumarem pra irem trabalhar... ainda estou meio desacostumada com o fuso, aqui são 3h a menos, aí acordei as 8h, mas com a sensação de 12h, e não é pra menos, no Brasil já devia ser quase isso mesmo... acordei pior que estava ontem, sem voz nenhuma, aí fiz um gargarejo, tomei um café e fui dormir de novo pois ainda estava com muito sono... acordei tem uma hora mias ou menos... daqui a pouco a Rejane chega, aí fica melhor, que não esta sendo ruim ficar sozinha esse tempo não... preciso mesmo é tomar coragem pra abrir o email do Riomar, nossa, é muita perversidade vc viajar com pendências de trabalho por fazer... mas eu vou conseguir... não garanto hj nem no fim de semana, mesmo porque a net aqui não é lá essas cocas todas não... espero sinceramente conseguir publicar esse post, não tá conseguindo salvar, mas a esperança é a ultima que morre! Sim, essa foto de cima, é como eu estou aqui e um pouquinho do piso da casa dela, por aqui as coisas são muito coloridas, estou adorando isso! e sim, aí embaixo é o meu café da manhã, com um dos pães daquela padaria maravilhosa...não é uma gracinha?? dá até pena de comer uma coisa tão bonitinha dessas, ao fundo o móbile amarelo e lilás de Fili fez pra mim, tão lindinho! preciso tomar cuidado pra trazer ele pro Brasil inteiro!


Bom, minha gente, foi isso o que aconteceu comigo nessas minhas primeiras horas de México City, a medida que der vou colocando mais coisithas aqui, até mesmo porque a memória me falha muito certas vezes... bom, espero ficar logo boa dessa gripe fora de propósito e poder aproveitar o máximo de tudo aqui...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Trascrições off-line México I


Este post foi feito inicialmente a bordo do avião que me levava pro México, claro que fiz algumas poucas interferências no texto original, para dar mais concordância a algumas frases...

Pois bem, depois de quase 12h viajando, já estava na hora de eu me divertir um pouquinho. Bom, pra começar, viajar pro exterior, sozinha, e pela primeira vez, pode ser particularmente cansativo, isso sem contar os aborrecimentos fora do script, mas vamos lá, aqui estamos.... a manhã foi tranqüila, o primeiro vôo não.  Enjoei horrores, como já era de se esperar, acho que é como Moninha me falou uma vez, os vôs domésicos são piores que os internacionais, pelo menos no segundo eu não enjoei. Nossa, tanta coisa ao mesmo tempo que nem sei por onde começo. Sim, só gostaria de fazer uma pausa dramática neste momento pois são exatamente 17:35h horário de Brasília e estou sobrevoando a Amazônia neste momento, quase na fronteira do Brasil. Devido a altitude que estamos viajando, o que dá pra ver, são apenas umas bolotinhas verdes quase marrons e uns riozinhos super zig-zag, como a gente vê nas reportagens do globo repórter, muito bacana mesmo...
Pois então, já que são tantas coisas, vamos começar pelo começo, e antes que a bateria acabe, pois é, acredite, esse avião não tem tomada para notbook.  A viagem começou cedo, devido a todas as correrias do dia de ontem, não consegui dormir (quando digo que dormir algumas vezes é bastante superflo na minha vida, as pessoas acham graça... ai ai...) cheguei no aeroporto cedinho, embarquei com o dia lindo, poxa, Deus foi muito bom comigo, pois o céu realmente estava lindo e limpo, ao contrário de todas as previsões meteriológicas para a semana em Salvador.  Viagem bacana com direito a café da manhã com polenguinho e tudo mais, na verdade foi o que me salvou, pois passei o mesmo mal de quando voltei de Brasília, com citei logo no começo. Foi muito ruim, minha pressão baixou e quase vomitei, tive de tomar um dramim pra melhorar, , mas ainda bem que passou bem antes de eu colocar os pés no chão. Bom, chegando em SP, super frustrada com o aeroporto de lá, pensei que fosse muito mais mais, em tudo, pois se tratando de São Paulo... mas enfim... acho que o de SSA ainda é melhor, apesar de ser pequeno. Fiquei imaginando o quê que eu vou fazer pra passar a noite quando eu voltar, bom... rodei, rodei, comprei uma revista, ganhei uma assinatura promocional da Casa Cláuida, cortesia da livraria e de quebra ainda comprei um dicionário de espanhol, pra não chegar lá na cara dura né?? Aí também já é demais também... pois, comprei pesos mexicanos e nossa!  tudo no aeroporto é uma fortuna, meu Deus o que foi aquilo?? Gastei quase 50 reais, sem sentir. Várias pessoas super estranhas transitando pra lá e pra cá. Fui fazer meu check-in, deu problema na autorização de viagem, porque o “de” do 'de Medeiros', estava no lugar errado, tive que pagar R$10,00 numa lan-house pra poder fazer de novo e mais outros R$4,00 pra poder imprimir o bagulho de novo... nossa, me irrita o quão pouco tempo a bateria desse computador dura!!! fico muito indignada, não dá nem pra fazer devaneios.... bom, chegando lá eu aprimoro a coisa toda (sim, eu fiz isso, mas foram apenas 10% de interferências, juro!)... voltemos  aos relatos ‘très vites’.... sim, depois desta complicação toda, descobri que só teria um hora pra poder passar no freeshopping, almoçar e embarcar... Bom, gostaria de manifestar aqui a minha decepção com o freeshopping,  primeiro porque, na verdade, ele é tipo um quiosque destes de shopping no meio do caminho para os portões de embarque, segundo que é tudo muito juntinho, apertado demais e desorganizado, terceiro, porque eu fiquei num pânico danado com medo de não quebrar nada por onde eu passasse, bom, quem me conhece sabe como eu sou, e deve ter me imaginado sasaricando pelos corredores estreitos, cheios de perfumes importados caros, e eu com uma mochila enorme nas costas, uma mala e um casaco caindo o tempo todo. Quase cômico, se não fosse trágico... Comprei minha câmera Sony! Yes i can!!!! Por USS$289, que a burra da menina do caixa fez o favor de passar de uma só vez no cartão e ainda em dollar!! poxa, eu poderia ter divido de 5x!!!! aff, fiquei extremamente desapontada com ela, e com tudo no freeshopping, diga-se passagem... ahhh, tá acabando, que horrível, e sim, lá tem coisas legais também, confesso, mas que vão ficar pra volta, isso se eu ainda tiver algum dinheiro depois desta viagem. Fui tentar comer alguma coisa antes de embarcar, só tinha UMA lanchonete goguentíssima, com preços absurdos e com a comida horrível, péssimo. O avião atrasou um pouco, mas consegui. Minha cadeira era na saída emergência, sim, era, porque saí de lá, primeiro porque era muito apertadinho e tinha mais dois homens enormes do meu lado (eu não dou sorte em viagens mesmo! sempre tem uma peripécia diferente...), segundo, porque estava me sentindo muito desprotegida, como tinha essa carreira inteira na coluna do meio, aqui estou eu... até o fim do percurso, diga-se de passagem...  acho que eles também não ficaram tristes quando eu saí não, logo se apossaram do meu lugar, ótimo! Bom pra todo mundo. Sim, não enjoei, esqueci o chiclete na subida, pois como estava na saída de emergência, não poderia levar bagagem no chão do avião, só depois que ele decolasse... mas o ouvido não doeu e o mundo não ficou rodando... pense numa felicidade!!! o ruim foi só que peguei muita turbulência, principalmente nessa região da Amazônia, pense num avião chaqualhando, e ainda agora, eita! Arriégua!!! Bom, com toda essa movimentação, acabei tendo que tomar outro dramim, mas nada comparado ao sufoco da manhã.... nem nem... bom minha gente, esse é um breve relato dos últimos acontecimento, 'real time', pena não poder me demorar mais por aqui.... escrever é sempre tão bom, vários causos por contar ainda, mas infelizmente o Aeroméxico não dispõe de aeronaves com tomadas para notebook, muito arrasada! Vou finalizando, talvez, meia hora de escrita, mas já é o suficiente... sabe, viajar é bom, mas dá um trabalho danado... por aqui me despeço com mais uma sequência de turbulência, e até a noite quem sabe.... ah sim, não poderia deixar de relatar, agora já não estou mais sobre espaço aéreo brasileiro, agora de fato no estrangeiro, talvez em algum lugar que acredito ser a Bolívia (na verdade Colômbia, chequei na net e me envergonhei da minha noção de geografia...) ôooo poxa, o triângulo amarelo do computador apareceu, é hora de me despedir... até o próximo contato.

quarta-feira, 23 de março de 2011

sapatos arquitetônicos

bom, não é novidade que tenho uma grande queda por sapatos. Já até cogitei a possibilidade de virar design de sapatos só pra poder ter sapatinhos bem legais e que caibam no meu pezinho de cinderela... rsrsrs...
pois, o achado de hoje são os sapatos assinados pelo sobrinho do Rem Koolhaas, que por sinal, e muita falta de criatividade, tem o mesmo nome: Rem D. Koolhaas. Ele se associou a Galahad Clark e criou a marca United Nude em 2003. De lá pra cá, a grife tem crescido, agora já tem uma nova loja em NY! Dizem que está com uma linha de produtos cada vez maior, incluindo até mesmo modelos masculinos. Bom, dos modelos que eu vi aqui, eu gostei mesmo foi desse da imagem abaixo. Mas vale a pena dar uma conferida no site oficial da marca, lá tem mais modelos e mais cores...


o terremoto no Japão e minhas referências

No dia 11/03 ocorreu no Japão o maior terremoto registrado dos últimos 140 anos, ele além de ter provocado o terrível tsunami que devastou boa parte de do Japão, deslocou o mesmo 4m, não sei exatamente pra que lado, mas deslocou e mudou o eixo da terra em alguns graus, o que fez com que os dias ficassem mais longos alguns centésimos de segundos, só pra sentir a magnitude da coisa toda...


A baia de Sendai, não me lembro mais se foi onde tudo começou, mas sei que foi um lugar bastante atingido, é justamente onde fica a Mediateca de Sendai, uma das grandes referências do meu tfg (pra quem não fez arquitetura e não sabe, TFG nada mais é do que trabalho final de graduação). Vi este vídeo outro dia na net, mas não sabia que estava no youtube (por aqui só consigo postar vídeos do youtube ou do meu pc...) sim, voltando, o vídeo foi feito de dentro da Mediateca no momento do terremoto, as imagens me deixaram muito a refletir até onde as nossas tecnologias são capazes de "dar conta" dos efeitos da natureza, quando ela se revoltada com a nossa falta de respeito para com ela. E olha, que o Japão é uma referência em tecnologias para construções resistentes a catástrofes... e sabe mais, eu acho na verdade verdadeira, é que nós, apesar de todos os avanços até aqui já feitos, ainda trabalhamos muito na base da suposição. E acho também que a gente bronca demais com a natureza, esse mundo é muito grandão, e nessa grandeza toda, as coisas são, ou pelo menos eram, todas muito equilibradas, como num castelo de cartas, se alguma coisa sai muito fora da ordem, todo o resto reclama... a quanto tempo estamos aí só explorando, explorando sem ter uma real consciência do que estamos fazendo? O clima do planeta está mudando, as reações a isso estão começando a aparecer e será que estamos preparados pra essas mudanças? O tempo e os acontecimentos já tem nos mostrado que não... bom, não quero ficar nesse discurso clichê de sustentabilidade, mas uma hora ou outra, isso vai precisar parar de ser moda pra se tornar conversa séria seguida de atitudes igualmente sérias...

interior da Mediateca após o terremoto. Fonte: Arch Daily

a fama e a arquitetura


Nossa, eu sempre achei isso, mas as vezes a gente precisa ler em outro lugar pra poder acreditar um pouco mais nas nossas opiniões. A tradução não está das melhores, é do chrome, mas dá pra entender o geral, desculpem-me a pressa, mas o tempo já está "rugindo"... bom, é isso... quem quiser ver a versão original, aqui.

"Arquitetura é muito insular." Quantas vezes eu já ouvi isto? Demasiadas vezes para contar. Eu já ouvi isso de arquitetos e não arquitetos, igualmente. Não é necessariamente insular em sentido estrito. É mais o caso que parece insular porque é auto-referência e auto-validação. OK, então em segundo pensamento, talvez seja apenas insular, não importa como você o define. Mas a minha definição tem mais a ver com o olhar para dentro da profissão que o torna um mundo em si mesmo. Como todos os mundos tem uma necessidade de celebridades.

Mais após o intervalo.
Qual é a necessidade de que essas celebridades, o "starchitects"? Por que na terra há starchitects em primeiro lugar? De onde eles vêm? Eles foram criados por uma campanha de marketing Fifth Avenue? Não exatamente, mas algo parecido com isso: a profissão em si deu origem a este fenômeno. Esta é uma forma de diálogos com profissão em si, valida-se e celebra-se. No entanto, alguns deles, como Frank Gehry, abominam a etiqueta e resistir a responsabilidade que isso acarreta.
Em parte, elas seguram o véu de glamour, a realização ea alta cultura que ajuda a distinguir a profissão. Eles também inspirar, não apenas arquitetos, mas o público também. Nesse sentido, eles são bons para a profissão. Eles fazem de todos nós com bom aspecto, definindo a fasquia alta e crescente status social e cultural. No entanto, eles não necessariamente elevar o nosso status econômico. Aqui está o porquê.
Apesar do valor inerente starchitects tendo também há uma desvantagem que, paradoxalmente, se traduz em taxas mais baixas e os salários em toda a profissão. A razão mais óbvia para isso é, bem, você não é um deles, assim você não custar tanto. Naturalmente, o starchitects se pode comandar taxas mais elevadas e reivindicar maior valor cultural e económico para os seus projetos. Ao mesmo tempo, a imagem, o arquétipo do starchitect reforça a percepção da arquitetura como obra de gênios singulares que dependem cultural ou política "patronos".
(Ando, o que mais me admira, é que esse gênio é auto-didata!)
Uma das razões para isso é a loucura do ponto de vista empresarial, é devido à forma como ele infecta os membros da profissão a denominar-se após esse arquétipo antes de desenvolver a experiência necessária. A experiência da escola é muitas vezes o terreno fértil para essa mentalidade que está inclinado em direção estrelato sobre a substância. Isso não quer dizer que aqueles que são capazes de produzir substâncias não devem ser reconhecidos como modelos na profissão. Eles deveriam. O problema é que há realmente muito poucos os que são realmente capazes e inteligentes o suficiente para desenvolver um trabalho de verdadeira substância que faz uma contribuição para o mundo, não apenas o mundo do design, mas o mundo mais amplo que acoplar dentro Não apenas o pequeno mundo de o espaço da galeria da escola ou alguma bienal de arquitetura, mas o mundo do espaço social.
Nós, como uma profissão tem que fazer uma verificação da realidade para se tornar um setor realmente viável e rentável econômica que possa competir com outros setores. Nosso público tem de ser inferior a nós mesmos e mais o público em geral, piscina ao cliente. Sim, você poderia dizer, mas isso é arquitetura. Estamos acima do mundo crasso de finanças e dinheiro. Nós somos artistas! Temos ideais e princípios! Sim, mas seria mais capaz de agir sobre os seus ideais e princípios que a sua estratégia comercial de longo prazo permitiu-lhe aumentar o seu poder.Como Frank Gehry disse certa vez: "Goste ou não, fazemos parte da indústria de serviços. Quem sou eu para não ouvir um cliente? "
Lutar para que a fama eo reconhecimento das realizações à frente de fundo é buscar o resumo.O trabalho real implica lutar por visões de arquitetura em que acreditamos e da eventual materialização de tais visões em um mundo que muitas vezes resiste a elas. Ultrapassar esta resistência com a força do design e traduz idéias como o poder social e cultural. Mas o que sobre o poder econômico? Esta continua a ser indescritível, mesmo com a aparência de sucesso.
Estrelato serve a um propósito de elevar a profissão no olho do público, mas também pode segurá-la quando ela se torna uma forma de narcisismo institucionalizada, arquitetos celebrando-se um ao outro e com vários prémios e simpósios e teses e mais prêmios. O culto do estrelato compromete o sucesso económico, sublinhando esta fachada ao longo da fundação.
(não gosto dela, mas admito, ela tem seu charme...)
O problema com o culto da starchitects é o foco sobre o autor, em vez de as equipes da profissão é realmente baseado em. A fixação do "gênio" singular envia a mensagem errada aos clientes por desvirtuar a verdadeira quantidade de trabalho e poder do cérebro que deve ir para arquitectura. Na superfície, ela parece ser menos de um negócio e mais um, ouso dizer, atelier, o gênio singular em sua mesa. E sobre todas as pessoas, os especialistas por trás dessa pessoa?Sem a equipe, a arquitetura não iria além do fantástico esboço em um caderno.
Em contrapartida, uma razão honorários advocatícios são tão altos é porque é sabido que há equipas de peritos mala em punho no local de trabalho para alcançar um resultado desejado para um cliente. Além disso, o jogo pode ser elevado em casos legais. Mas as apostas são altas em arquitetura, também.
A cultura da celebridade e mera aparência também distrai de lidar com os verdadeiros desafios estruturais e culturais que assolam a profissão. É como todos nós estamos tão ocupados assistindo TV que nós não percebemos a casa está queimando em torno de nós. Mas não se preocupe. A ABI marcou até um décimo de um por cento, certo? Ah, e não é que os novos plug-in para o Rhino. E você viu a palestra do fulano na outra noite?
O texto é de Guy Horton, e para ilustrar muito bem este post, os meus dois "mais" arquitetura: Tadao Ando, o mais querido; e Zaha Hadid, a mais insuportável.