sábado, 22 de novembro de 2008

O QUASE

... nada a ver com arquitetura, mas precisava registrar isso em algum lugar...

O QUASE (Luiz Fernando Veríssimo)

Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu ainda está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distancia e frieza dos sorrisos na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom Dia” quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia á duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.





quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vazio urbano


poxa... até queria escrever coisas bacanas sobre a arquitetura... mas ando cansada... de outras coisas, outras pessoas... nem dá pra pensar muito...


estou com umas idéias na cabeça, quero colocá-las em prática mas a rotação e a translação terrestre não me tem permitido isso... enfim...


é isso... quem sabe as cenas dos próximos capítulos serão mais interessantes?!...


sábado, 23 de agosto de 2008

Amar e pensar

(imagem do Hotel Zank Boutique de Judith Pottecher)


Hoje postarei sobre meus devaneios depois de dois dias de Fonarc...



"...muitas reflexões sobre arquitetura, sobre postura de vida, sobre o luxo... enfim, sobre a existência do arquiteto... amar e pensar... muito profundo isso... demais mesmo... na verdade talvez eu até estivesse me privando disso... da profundidade da arquitetura... (...) ...eu gosto da arquitetura... gosto dos estímulos que ela provoca, gosto da riqueza de cores, volumes, texturas, imagens... gosto da fenomenologia.
Gosto da arquitetura que emociona... que me faz ficar acordada até um pouco mais tarde por causa dela... sou apaixonada sim pela arquitetura... pela boa arquitetura, pela arquitetura de qualidade, como disse alguém que não lembro, mas a Judith citou, 'arquitetura internacional, não a globalizada'. A arquitetura não é só estética, mas um estilo de vida... qual o meu estilo de vida? Que arquiteta eu quero ser? Que tipo de arquitetura eu quero fazer? ... pensar mi... e amar também."

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Saudades das andanças...


Pois então... essa vida de trabalho duro não é nada boa... ela só embrutece o ser humano. Háquanto tempo não dou um passeio? Há quanto tempo não tiro mais uma foto assim... estou com saudades dessas coisas tão simples da vida, mas fundamentais...

...vamos lá então um pouquinho de sessão "retrô" em busca das origens...

vixe! que frase feia... é assim mesmo... viva o capitalismo!!!!

Gambôa de baixo visto do MAM

Outra vista do MAM, agora para a Baía de Todos os Santos


Vista da sala de atelier na facu

Museu de Arte Sacra


Vista da torre da Igreja, ainda no Museu de Arte Sacra

Santa Maria espiando Santo Antônio da Barra

Espiando de um outro ângulo...

Torre forte

Eis um pouco do que sobrou dos meus siricuticos pela cidade, pouca coisa, poucas viagens, poucas lembranças, mas uma doce saudade a esquentar o peito...

ah... vamos deixar de romantismo... por enquanto é só...

Au revoir!

sábado, 21 de junho de 2008

deriva inicial


Seria este o início do diário de bordo? ou a versão virtual da "derivação" pela cidade? Acho que um ensaio sobre percepções do espaço construído... ou até mesmo articulações "em contrução"...
vamos ver o que acontece... então, a fita vermelha foi cortada e a inalgurração está chegando ao fim, sem grande estilo concordo, mas no ar (ou seria na net?)
foto: estudo volumétrico para um trabalho de atelier com o toque artístico de minha amiga espanhola Ainhize.