domingo, 16 de março de 2014

I'm an architect


"Eu sou um arquiteto. 
Eu não projeto edifícios. 
Eu desenho lugares onde as pessoas se sentem bem. 
Eu não inicio um projeto sentando-me em um escritório silencioso. 
Sento-me no café mais movimentado do lugar mais movimentado da cidade. 
Eu vejo as pessoas. 
Ouço as histórias. 
Cheiro os aromas. 
Sinto a luz. 
Eu sento lá e espero até que venha uma boa ideia. 
Até que ela me cutuque e diga: "Isto é como nós vamos fazê-lo. Exatamente como isto." 
Eu sou um arquiteto. 
Eu não projeto edifícios. 
Eu desenho lugares onde as pessoas se sentem bem."

Uma visão extremamente romântica da profissão. Mas vale a pena a reflexão sobre o que deveria ser (ou achamos que deveria) o cotidiano de trabalho da arquitetura, e o que se tornou. 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

olá 2014!

" ...parece sempre necessário começar do zero, observar, compreender e reinventar novas soluções." Marcelo Ferraz




Então... olha nós aqui outra vez, como uma fênix remixada, renascendo das cinzas a cada primavera que se completa. E me parece, que zerar, passou a ser rotina, hábito de vida, a condição de se manter constante, por mais antagônico que possa parecer. Enfim, olha eu aqui outra vez, depois de uma leve e fugaz passagem durante o ano passado, retorno, com todos aqueles meus clichês de vida recém lançada.

Ano novo, que já não é tanto assim, chegou com tudo sem dar muito espaço pra saudade. Quinta-feira, 20,fiz 4 anos de formada. O tempo está passando depressa, e como não poderia deixar de ser, aquela minha velha conhecida avaliação de vida me levou a conclusão de que não consigo evoluir muito além dessa avaliação natural. Percebi também que já não me cobro com a mesma neura de outrora. Me acostumei, ou então entendi, ou aceitei, que esta sou eu, com todos os recomeços, com todas as minhas já conhecidas incertezas, enfim, isso aí...

Mas, pra quê todo este discurso afinal? Simples, pra avisar que estou viva! Mais, que estou de volta, que "sou brasileira e não desisto nunca", e que vou tentar levar isso aqui adiante, mais uma vez... muito mais certa de não conseguir, mas enfim, tentando de novo, não custa nada, o máximo que pode acontecer, seja talvez dar certo... e vamos que vamos!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Egito por outro angulo

Um grupo de fotógrafos russos burlou o sistema de segurança para escalar a pirâmide de Gizé, no Egito. 
As imagens, apesar da pouca qualidade, são realmente impressionantes. Deve ter valido a pena o risco de pegar até 3 anos de prisão, a punição prevista para esse tipo de conduta no país. Aqui.






quarta-feira, 27 de março de 2013

uma questão de planta baixa

Muito interessante observar a vida cotidiana sobre novos e inusitados pontos de vista. No caso das fotos abaixo, se parece muito com a forma que uma boa parte dos arquitetos, e me incluo nisso, veem as cidades, as casas, a vida... tudo em planta baixa. 
O fotógrafo Navid Baraty, autor desta série chamada Intersection, tem muitos outros pontos de vista para mostrar. Mais dele aqui e aqui.






segunda-feira, 25 de março de 2013

Hotel Het Arresthuis

Localizado na cidade de Roermond, na Holanda, o presídio Het Arresthuis foi inaugurado no ano de 1862, ficando abandonado durante vários anos até que em 2002 foi reativado temporariamente. Em 2007 o presídio foi desativado definitivamente, quando começaram as obras de reestruturação e revitalização que o transformaram num grande hotel de luxo. As 150 celas foram transformadas em 36 quartos, que compreendem standard, luxo e presidenciais, estes últimos temáticos. As diárias custam a partir de R$500,00. Mais, aqui.












quarta-feira, 20 de março de 2013

Cemitério de Robregordo

A coexistência entre o novo e o antigo é (...)

Procurando referências para um novo projeto, a ampliação do cemitério da cidade onde moro, encontrei este projeto que sintetiza bem a minha situação e o que eu imaginava para o meu desafio. 


 






mais informações, aqui.




domingo, 17 de março de 2013

Buzludja

É interessante poder perceber o que acontece quando algo não é mais do interesse do homem, quando cai no esquecimento e torna-se refém da ação (cruel?) do tempo, da natureza e de outros homens com intenções bem menos nobres que a de seus criadores. É antagônico e não menos intrigante a reação que a matéria construída tem, quando abandonada, em relação à natureza. Como a primeira se subjuga a segunda, outrora imponente, simbolo da ideia de um poder, uma maneira de pensar, dominar e atrair mais poder, hoje submissa, definha e lamenta, lenta e silenciosamente a glória dos dias passados. 
Assim se encontra Buzludja, monumento de maior representação ideológica da Bulgária, que foi construído em em homenagem ao Movimento Socialista Búlgaro, no ano de 1891, com projeto assinado pelo arquiteto Guéorguy Stoilov. Sua construção foi financiada por fundos do governo e por ativistas participantes do movimento, além da contribuição de muitos artistas, pintores e escultores. Com a queda do então presidente  Todor Givkov e de substanciais mudanças no sistema de governo do país, a partir de 1989, o Buzludja foi abandonado e sofre crescente deterioração. Saqueadores sistematicamente vem roubando ornamentos em cobre e quebrando janelas e mosaicos, no que vai piorando gradativamente seu estado de conservação. Não há atualmente nenhuma instituição pública interessada na renovação e preservação do monumento, nem mesmo o Partido Socialista Búlgaro se compromete com qualquer ação de preservação do seu símbolo mais importante.













Pensando em termos ideológicos, não parece menos importante, como a maneira de se pensar coletivamente mudou não apenas a maneira como vivemos, mas também como construímos nossos símbolos de poder. 
E é uma pena e uma perda significativa certos tipos de omissão como este, onde um patrimônio arquitetônico, dada a sua importância histórica e simbólica, isto sem contar a herança construtiva, vai se perdendo na ação do tempo, por razões que parecem ser quase obscuras.

Para mais informações, história, fatos e fotos, aqui.

Você está fazendo o que ama agora?


sempre que vejo coisas assim me sinto deslocada de gerações... o que são aqueles que, nem são tanto nem tão pouco??

depois de uma longa pausa...


9 meses é uma vida... e foi este o tempo que fiquei sem qualquer tipo de manifestação por aqui. Muita coisa aconteceu e tem acontecido na minha vida. A incessante avaliação quanto as escolhas que fiz e a infindável reflexão sobre a minha profissão, as relevâncias, omissões e transgressões que venho cometendo nesses meus já alguns anos de caminhada.
Mês passado completei 3 anos de formada, e confesso que cada vez que leio as pretensões deste blog, sinto uma vergonha e uma impotência incríveis. Como é interessante nos revisitar e ver o que o tempo fez com a gente ou o que fizemos com o tempo...
Bom, e por que eu aqui de novo? Porque quero tentar mais uma vez. A alma é inquieta demais para se contentar com as circunstâncias. Quero voltar a tirar do plano das ideias todas as coisas que penso que poderia ser a arquitetura, principalmente porque dada a conjuntura a qual me encontro, talvez esta seja, a curto prazo, a saída menos frustrante. 
E vamos que vamos, este ano faremos 5 anos de andanças e desavenças, nem firmes nem fortes, mas vivos!